Já são cinco da tarde deste domingo e eu confesso: estou enrolando. Talvez enrolando não seja a palavra certa, talvez a melhor palavra para este momento é "adiar". Adiar um pouco da vida inevitável, mas que vai e vem e a gente continua inteiro por aqui...
Tenho um milhão de coisas pra fazer pra fechar o ano... Coisas particulares e profissionais... não sei porque, mas acredito que cada ano uma coisa muito importante aparece e fica bem claro pra mim que foi esta a minha meta do ano - e eu só a descubro bem no final dele! Pois bem... este ano claramente foi a minha vida profissional... deu um loop de 360 graus e quando eu voltei pra posição normal, eu já não era a mesma: as borboletas estavam por ali, pra me fazer sentir os pulinhos delas dentro de mim... Detesto acordar cedo pra ir trabalhar (eu acordo pq não tem jeito), mas nunca foi tão fácil acordar como neste ano! Eu pulo da cama e vou feliz ver meus pupilos, todos lindos, aprendendo uma porção de coisas, ou pra bater papo com eles ou rir da inocência própria da idade deles... Tenho que preparar as provas finais deles e eu não quero, pois isso significa que sim, o ano terminou e eles vão embora pra outras escolas e outros professores. Que delícia vê-los indo, a vida toda pela frente, mas que nó no coração dá de não fazer mais parte da vida deles constantemente... Tem remédio? Aí eu me toquei que meus pais devem ter sentido um pouco disso quando eu fui estudar fora e depois quando eu saí de casa pra cuidar da vida e casar... mamy e papy, me perdoem... a vida é tão injusta quando a gente mais quer que ela seja justa conosco...
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