O sono corrompe a mente

É sabido que dormir demais deixa você lesado e dormir de menos deixa você com problemas taquicárdicos. Mas com ou sem sono, minha mente parece que não pára e as idéias ficam pipocando de lá pra cá e de cá pra lá... então, nas noites de insônia (devido à minha extrema atividade cerebral!), ou naqueles dias que eu simplesmente só penso em dormir, mas ainda assim quero aproveitar o dia e fazer algo produtivo, resolvi botar as idéias no papel... ops, no computador! Pode ser uma ferramenta útil, vai que um dia eu consiga chegar aos textos de Clarice??? You'll never know, and it's worth giving it a try!!

sábado, 15 de janeiro de 2011

O doce caminho a Machu Picchu...

A primeira vez que ouvi falar dos incas eu tinha uns doze, treze anos... naquele ano, estudávamos História da América na escola e eu fiquei intrigada sobre aquela civilização tão adiantada tecnologicamente e que fora massacrada pelos espanhóis...
A primeira vez que eu conheci alguém que foi a Machu Picchu ocorreu alguns anos depois, eu devia ter uns 15 anos. Estava na fila do Teatro Municipal pra comprar bilhetes de um espetáculo e comecei a conversar com uma senhora. Ela era uma servidora estadual recém aposentada e no meio dos nossos assuntos, ela me contou que fora a Machu Picchu de Trem da Morte nos anos 70. Suuuper hiponga!!! Nunca havia pensado que alguém podia fazer isso e fiquei maravilhada em ouvir aquela senhorinha me contando a aventura... E os anos se passaram...
Em abril de 2007, fiz a minha primeira viagem internacional. Encorajada pelo meu primo que reside no Canadá, me enfiei em um avião e fui passar um mês lá. E depois disso, as viagens nunca cessaram...
E este é o resumo de tudo e de todos os motivos por eu ter ido a Machu Picchu! Ir até lá era um sonho desde que estudei a tal da História da América e no momento em que eu pisei lá, me lembrei daquela senhora me contando da viagem dela. Mas tudo isso só aconteceu porque eu me enfieei em um avião pela primeira vez e apesar de ter medo de voar até hoje, meus mochilões continuam a pleno vapor. Fazia um tempinho que eu planejava um mochilão pela América do Sul. No ano passado, eu mudei os planos e fui para a Nova Zelândia. Esse ano, tentando economizar um pouco e encorajada pela companhia do Ma pelo menos no Chile, me animei. Até chegar a Machu Picchu, teve muito chão: foram 19 dias desde o início do mochilão e um monte de cidades percorridas...
No dia de ir a Machu Picchu, acordei bem cedo. Foi tudo corrido e um pouco atrapalhado, porque a Cidade Perdida dos Incas fica a 80km de distância de Cuzco, mas é um parto chegar até lá, pra dizer a verdade! Anyway... tinha comprado as passagens do trem pra ir e voltar no mesmo dia, indo cedo e voltando mais tarde, mas não tão tarde, deixando tempo suficiente para conhecer as ruínas da cidade. Não havia conseguido comprar uma passagem de trem direto de Cuzco, então, comprei a passagem de uma estação beeem pra frente de Cuzco chamada Ollantaytambo. Pra chegar até Ollanta, tive que ir de táxi. Dividi um táxi com mais três pessoas (quatro, no total) pra chegar até lá. Quase duas horas pra chegar... loooonge... 10 soles por pessoa (barato!!!). Chegando na estação, peguei o trem. Demora pra chegar... mais para do que anda o pobrezinho do trem... anyway... a paisagem foi bem bonita de ver!! Cheguei na estação de Aguas Calientes (a estação próxima das ruínas) e fui procurar o local onde se comprava a entrada pra MP. Já tinha pago 110 American doletas de trem e quase surtei: mais 40 doletas só pra entrar em MP. Ok, este era o motivo principal da viagem, então, tinha mesmo que pagar pra ver (literalmente!). Pra chegar em MP, ou vc literalmente passa o dia caminhando pra subir e descer a montanha, já que as ruínas estão no topo da Montanha Sagrada (e é muuuuuuuuito alto!), ou você pagou a trilha inca (coisa que eu não ia fazer nem morta, pq de perrengue já me bastou o tour no 4x4 na Bolívia!), ou você paga um micro ônibus que te custa 15 doletas americanas (pra ir e voltar, mas aff... que exploração, hein?). Como não tinha jeito, lá fui eu pagar o ônibus também... E então, cheguei em Machu Picchu. E não tem preço!!!! Subindo a montanha, ainda dentro do ônibus, já dei pra ver um montão de ruínas, mas quando eu entrei e vi aquele mundaréu de ruínas, eu pensei "Meu Deus, como é gigante isso!". Não devo dizer que eu chorei, porque é claro que eu iria chorar!
Entrar em Machu Picchu foi como entrar em outro mundo... voltar no tempo e descobrir os livros de história ganhando vida, bem na minha frente. Foi relembrar aquela senhora me contando uma parte da vida dela e ver um sonho meu se concretizando... Acho que sempre tive vontade de ir a MP. Muitos dos outros lugares onde estive, as oportunidades surgiram e eu fui. Fiquei encantada com todos eles. Mas MP sempre foi uma vontade! Foi estranho ver aquilo se tornando uma realidade... Mais ou menos como foi Paris e eu chorei, pulando em frente a Torre Eiffel... E é muito bonito mesmo lá...
No final das contas, deu tudo certo. Apenas tive uma intoxicação alimentar comendo em Aguas Calientes (lembrei do meu amigo Daniel!! Dani, vc estava certo!!), mas nada que um dia depois de repouso e muito remédio pra dor de estômago não tenha ajudado! Graças a Deus, estou ficando bem descolada nesse negócio de viajar: abrir a boca e perguntar, ter um bom mapa nas mãos, boas referências de guias lidos no Brasil, algum dinheiro no bolso e muita cara de pau ajuda qualquer um! A mim, tem ajudado! E mais um lugar conhecido! :o)

De souvenir de Machu Picchu, ganhei um Stamp no meu passaporte! Foi lindo vê-lo carimbado com o meu visto de MP!!!

Agora estou em Lima... logo logo volto pra contar as novidades da capital peruana pra vcs!!

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