É verdade, parece mesmo filme meloso de sessão da tarde, daqueles que você chora logo na primeira cena. Mas eu acabei enchendo meus olhos de lágrimas só com a leitura. Para vocês verem como eu sou boboca. Ou como eu estou boboca atualmente... anyway... Li uma matéria na Folha de São Paulo sobre uma mãe britânica que deixou cem recomendações para o pai - seu marido - de seus filhos cuidar dos mesmos, já que ela estava com câncer e fora desenganada pelos médicos.
Como recomendações, ela pediu ao marido que levasse os filhos a Suíça, onde ele a pediu em casamento, e que os levasse à praia onde ela passava as férias quando criança. Dentre outras coisas, também pediu ao marido que ajudasse os filhos a plantar um girassol (que poético!), e que todos tivessem uma mesa de jantar, para que pudessem se sentar juntos e compartilhar as refeições. E ainda que eles fizessem as pazes com àqueles com quem haviam brigado e que respeitassem as namoradas. Também adicionou coisas que ela não queria que os garotos fizessem: que fumassem, andassem de moto ou integrassem o exército.
E tão logo eu li tudo isto, imediatamente pensei na minha falta de vontade de ter pequerruchos próprios. Sempre repito que não gostaria de ter um filho alienado, sem noção de ecologia e que não tivesse vontade de conhecer coisas novas, não gostasse de MPB e jazz (haha) e o pior, que não soubesse conviver em sociedade de forma harmoniosa. Toda vez que eu encaro um aluno "daqueles" eu penso nisso. Deve dar um desgosto do tamanho do mundo ter um filho assim, de verdade... Será que sou muito Brás Cubas, que dizia "Não tive filhos, não transmiti a nenhuma criatura o legado da nossa miséria.". Mmmmmm...
http://www1.folha.uol.com.br/bbc/807662-antes-de-morrer-mae-deixa-ao-marido-cem-instrucoes-para-cuidar-dos-filhos.shtml
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